Andava para explorar,
andava porque seu quarto era pequeno demais para ficar enfurnado sem enlouquecer, caminhava para castigar e domar seu cérebro fervilhante,
para ninar seu corpo pouco usado antes do sono,
para colher novos assuntos para arejar os atingos.
Andava como se quisesse livrar-se da dor,
para abominar os que têm o prazer de ser mal-amados,
para não tentar entender os afortunados que se comportam como leão-de-chácara,
para não questionar à ação mesquinha.
Humpft! Por um momento, ao olhar o céu azul do tom de macacão desbotado, respirou fundo... É impossível saber das ansiedades e justificativas, que se esconde por trás da monótona fachada do mal- humor urbano, da necessidade de se afirmar hierarquicamente.
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