"Vênus"

Pode parecer misterioso, talvez desperte apreensão. É preciso mergulhar no desconhecido lentamente e assim despertar sensações. Seu clima é quente e úmido, estimula as fantasias deste centro de energias, chamado paraíso. Ínumeras vezes as cordas-vocais vibram num tom desconhecido, causando uma felicidade que aproxima do supremo. Sua doutrina exclui o infiel, foge dos costumes tribais...

Pode ser perigoso, o perigo simboliza à força. Tem um perfume que pertuba, um licor que atordoa. Esse universo faz desabrochar, sensibiliza, é preciso olhá-lo de frente. Por ser tão virtuoso e fecundo, revela a si mesmo aquele quem o tiver amado. A espada é a defesa do sorriso malicioso e cativo. É um "Lotus de mil pétalas" que enquanto "ser" total impregna na intimidade uma melodia bem ritimada. Então à natureza criou a mulher para o amor.

"BRONX"

Malandro que é malandro não espalha
Fica de tocáia na próxima vítima
Que caia sobre o "véu de Maya"
Pensa no que nada atrapalha
Anda bonito, cheio de ginga e até faz rima

Malícia às vezes engana o próprio feitor
O malandro quando perde vira mané
Não sabe ser ator
Nem sempre manipula uma mulher
Labial lábia causa lábil e fuga do labor

Coloca nas iscas a tática da sedução
Ambivalente; mentiroso, inteligente
Fisga os peixes pelo coração
Fiel à boemia; à monogamia, jamais
Malandro não perde a ocasião

Deixa de ser héroi...
Cavalheiro, sensível, amante
De ser o carismático...
Boêmio, sentimental, galante
E é assim rotulado...
Súcio, erradio, farsante
È assim chamado...
Infame!

"Sinta, veja e ouça sua ressonancia cósmica"

"Antes" havia "tudo" e "nada" ao mesmo tempo... E esse "tudo" era a energia cósmica em repouso, em equilíbrio. 'Nada" não era sequer o vazio, era o estado não-manifesto, sem espaço. Em 1975, O Tao da Física que mostrou a milhões de pessoas a realidade destes paralelos e deixou claro que, por mais sofisticados que sejam nossas descrições e modelos sobre a realidade, estes serão apenas construtos e mapas de nossa compreensão mental sobre o mundo..." Sentado na praia à beira-mar, numa bela tarde de verão, vendo as ondas rebentarem no rítmo de minha respiração, de repente, eu soube que tudo que cercava era uma gigantesca dança cósmica.(Frirjof Capra)" ...Ele percebeu verdadeiramente a vibração rítmica do cosmo, ele viu a natureza enérgica do universo, ele ouviu o som universal, não com os olhos e os ouvidos de carne, mas com seu orgão de percepção interna, com sua intuição que atravessa as aparências e transcede o sensorial, seu "terceiro olho". A dança busca reacender assim, dentro de cada um, a chama sagrada da vida, resgatando, nas vivências de Danças Sagradas, o contato com as forças que regem o universo, tendo um mecanismo integrador que é o amor comunitário, a vinculação com a vida.


No século XX, um novo movimento musical conhecido como "Trance Global Psychedelic Culture"(estado alterado de consciência-transe) espalhou-se pelo mundo através de uma união "mística" entre a música, a dança, a natureza e as substâncias psicodélicas. Há festas raves, festivais e Privates de todos os tipos e tamanhos. Muitas pessoas começam a gostar do som, pela batida forte e envolvente que se torna convidativo por suas melodias bem trabalhadas. Mas com o tempo é natural o interesse em descobrir e acabar aprendendo um pouco da filosofia e de suas origens do balneário alternativo de Goa, na Índia, que desde os anos 60 é a "Meca" de hippies, viajantes e freaks. O local tornou-se um grande atrativo para a cultura das raves que surgia principalmente na Alemanha e Inglaterra em um período histórico de transições. O significado literal de rave, segundo o dicionário Michaellis, é delirar, entusiasmar... A considerada "filosofia psytrance" faz referência a ideais de nobres atitudes e sentimentos: Shanti ( Paz) , Prem ( Amor), Ekta (União), Samman ou Aadar (Respeito) ou PLUR: Peace, Love, Unity , Respect...


Existe uma necessidade no ser-humano de expressar suas emoções através dos movimentos e desta forma, a cada época, vemos predominar um estilo musical que traduz todo o sentimento da geração. Nas raves são diferentes estilos que se respeitam dançando na mesma harmonia, despertando em cada um de nós a potencialidade e a exaltação criativa, estruturada para induzir ao estado de serena consonância , estabelecendo os eixos dentro de um sistema que proporciona equilíbrio ao nosso corpo sobre ambas as pernas. Esta criação em movimento, a dança conserva ainda hoje o mesmo significado que possuía nos tempos mais remotos: tanto os homens primitivos quanto os nossos contemporâneos buscam atingir, através do aprofundamento da consciência, o contato com as forças superiores do universo que possui três atributos essenciais do movimento: Unidade, Equilíbrio e Harmonia.

"Vociferador"

Paciente... voejo
Volante... Insistente
Visivo no vislumbre
Veloz e avilta

Malogrado... Malino
Espinho... Tanso
Malabarista da malandragem
Ignoto obscuro (sombrio)



"Por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher mil homens, sempre tão gentis
Por isso para o seu bem...
Ou tire ela da cabeça ou mereça a moça que você tem" (Chico Buarque)

"Borboleta"

O caminho floral e solar, de repente sombrio, assutou à Falena. Com sua blandícia, buscava novos horizontes e tentava encontrar na polidez das flores um amor cortês. O inesperado acontece, o céu fecha e as águas em gotículas caem das folhas... fazendo com que a diurna procurasse um abrigo. Foi no percurso que esbarrou no passado e lembrou:


Passei do risco
Vi o brilho do teu olhar
Me perdi no ardor em fúria
Na paciência dos nossos corpos
No amanhecer sem pressa
Esqueci do tempo veloz
Sem freio que passou...

Passei do abismo
Vi o tempo levar
Me expedi...
Na grandeza da memória
No anoitecer de prosa
Deixei de sonhar
Sem mentiras vivo o agora...

"Ética em jornalismo"



Infelizmente, há uma arrogância desta classe profissional (jornalismo), em achar que sua função é informar ao público sem, contudo, revelar os métodos de conduta. No entanto, ética é sinônimo de informação de qualidade. A conduta ética depende da ação autônoma do agente, ao mesmo tempo "atado aos valores sociais que lhe são exteriores". A imprensa hoje, mais do que qualquer época, está sendo pautada pelas informações vazadas e pelas declarações em "off", vindas dos gabinetes do poder, sem que os jornalistas verifiquem a veracidade da informação.
Informar com liberdade, sobre tudo com ética, deve ser o papel da mídia. Sem liberdade de informação nenhum avanço é possível. A mídia precisa deixar de olhar o que o concorrente está fazendo, pois o jornalismo de qualidade não é feito de informações vazadas ou de declarações vil, mas sim na apuração exaustiva do fato.
Alguns trabalhos sérios da mídia, com investigação, apuração precisa e isenção jornalística revelou-se de suma importância na luta contra a impunidade. Para existir um controle ético é preciso que o jornalismo investigativo procure por informações precisas e investigações, são a base da sociedade democrática.
O maior problema, é que ética, hoje, surge como adjetivo e não na sua origem substantiva. Ética deixou de ser um sistema comum de valores que devem ser seguidos e debatidos com sensatez e virou sinônimo de honestidade de um indivíduo. Isto é um obstáculo para o debate ético e para consenso de normas de conduta. São através destes conceitos que o meio de comunicação pode reverter este quadro e construir um jornalismo ético de qualidade indiscutível.

"Jornalismo por satélite"




"Hoje podemos chamar o jornalismo de ágil, pois as notícias chegam rapidamente através da tecnologia atual".


Por: Dani Leão

Elias Higino de Sá, pernambucano, nascido em 17 de maio de 1949, signo de touro. Não é torcedor de futebol, afirmando que os jogadores ganham com os pés o que ele passa a vida inteira lutando, através do intelecto, para ganhar. Formado em: Jornalismo, Direito, Letras e Computação. Relata que mesmo com essa formação acadêmica, um curso sempre foi relacionado ao outro, mas especificadamente na área de comunicação. É aposentado e para sustentação familiar (filhos), voltou a trabalhar.
(D) Com quantos anos formou-se e há quantos anos exerce a profissão de jornalismo?

. Formei-me aos 22 anos e trabalho na área desde os 17 anos. Hoje tenho 55 anos e lembro- me do início da minha profissão, onde eu trabalhava no setor gráfico. Tudo era mais difícil naquela época porque não tínhamos essa facilidade que é a internet, os jornalistas tinham que fazer uma pesquisa de campo nos locais em busca de notícia com qualidade. Hoje em dia você ver plantão em função de artistas famosos, já que os fatos "sociais" são divulgados virtualmente ou por telefone. Claro que existe a pesquisa de campo hoje, de uma forma superficial em comparação ao início do jornalismo aqui no Brasil.

(D) Você pode citar alguns jornais que trabalhou na época da república militar?

. Tem o jornal Última Hora que é referência da época aqui em Pernambuco, porque este jornal continuou mesmo após o golpe de 1964 e a partir de 1967 com a criação da Lei de Imprensa e a Lei de segurança nacional. Trabalhei no Rio de Janeiro, Tribuna Bahia em Salvador. Outros jornais pernambucanos... Radiodifusão, Jornal Pequeno e Diário de Pernambuco. Que logo em seguida ficaram na concorrência o Jornal do Commercio e Diário de Pernambuco, então muitos jornalistas antigos como eu, passaram "tempos" saindo de um (JC), entrando em outro (DP) e vice-versa. E nesse troca-troca exerci quase todas as funções no jornal, só não fui editor-geral e vendedor de jornais. (risos)

(D) Qual é a sua definição positiva e negativa existente no jornal impresso?


. Em relação a minha experiência posso afirmar que o ponto positivo de maior importância para o profissional de comunicação é ver o seu trabalho no jornal, na televisão, na revista, no rádio e etc. Lembro quando vi minha primeira matéria no jornal sendo lida por um cara no ônibus e pude vir sua reação, que por sinal, me deixou orgulhoso do meu trabalho. O jornalismo em si vicia e como qualquer outra profissão, tem seus pontos negativos. Por exemplo: Um dia, fiquei responsável por uma matéria policial e por outros motivos fui o último a chegar no local do crime, não tinha mais aquele tumulto de fotógrafos e repórteres, mas tinha um senhor encostado num muro que me perguntou se eu queria saber sobre o fato ocorrido. E em troca da informação me pediu um prato de comida. Fiz uma matéria exclusiva porque consegui informações únicas e ao chegar na redação minha matéria foi trocada por um anuncio publicitário. É comum isso que ocorre, até porque o jornalismo depende da publicidade. Outro fator é a mutilação da sua "redação", nem sempre tudo que você escreve vai para o jornal da mesma forma. A não ser que o que você escreveu faça parte do editorial.

(D) De acordo com as fases da revolução houve as fases do jornalismo, você presenciou ou utilizou o trabalho especializado naquela época?


. Sim, eu trabalhei com a tipografia aos tipos móveis, passando "Line of tipe" até chegar à computação gráfica. Desde a reprogravura, clicheria até a digitalização de imagens.

(D) Qual a diferença do jornal impresso antigo, com o atual, em relação à abordagem da capa?


. O jornal tem que ser objetivo visualmente e graficamente. Hoje em dia, se eu der uma olhada na capa de um jornal, eu sei lhe dizer o conteúdo dele, o que não acontecia nas capas dos jornais antigos que tinham uma linha diferenciada. Pois utilizavam mais fotos do que matérias, uma manchete e até mesmo, títulos de matérias relacionando-as com a numeração da página. A objetividade do jornal atual é incomparável porque há um padrão que a maioria deles possuem dez matérias (títulos) na capa, incluindo as manchetes. Também acho exagerada a forma atual de capa, por ser bastante colorida.

(D) Qual a sua maior crítica ao jornalismo hoje? E diante da sua formação se sente arrependido por optar jornalismo entre outras profissões?


. Não me arrependo de nada que fiz. Acho que a maior crítica geral, não só ao jornalismo, mas aos meios de comunicações é a banalização. A "pornofonia" é utilizada sem respeito e ética para com as crianças. De forma grotesca usam à imagem da mulher, misturando o sensual com o pornográfico. O furo jornalístico não existe mais, pois mesmo que a primeira informação é a que "fica", a falta de ética faz dos meios em geral uma banalidade, que é vendida hoje em dia.


(D) Sabemos que você costuma fazer outros trabalhos como lazer, são por motivos financeiros? Tem planos de realização profissional fora do jornalismo?


Claro que de uma certa forma ajuda na minha renda mensal, mas o principal motivo é a leitura. Estou sempre de mochila e renovando os livros que carrego nela, agora mesmo estou com um livro (curso) de língua Hebraica.Como lazer dou aulas de inglês e alemão.Também faço desenhos publicitários que são vendidos de vez em quando. Pretendo escrever um livro sobre o jornalismo.


"O jornalista tem três funções básicas:
Beneficiar mais de uma pessoa,
ser justo
e ilícito".
Higino