"Frio"

A ventania veio e levou às folhas secas
A tempestade deixou um doce sabor
A natureza me mostrou à sua dor
Como sofre os "Homens" com seus atos
Muito mais os bondosos, muito mais os animais, muito mais os piedosos
A água pura que ficou foi na lembrança
O que vejo no "meio-fio" é escuro
O que leva na correnteza é sujeira
Como pode à sinceridade fugir do natural?
Nessas ruas tanta frieza?
Nos pés tanto tropeço?
Ah... mas é feliz ver à beleza
Contemplar lua cheia
Sorrir no amanhecer
Vida tão bela e tão singela
É bom abraçar no entardecer
Mas o lixo é visto à "olho nú"
Guardados nos mistérios dos corações
Não deles... sim, daqueles vilões
Os corajosos mantém verdade
As intenções são quentes
Os olhos que enxergam tais olhos são frios
O medo que aflinge tá no ato dos hérois
A covardia que reina tá no passo do fracasso
Nas estradas de neblina há força da luz
Cara ou corôa, cara-à-cara, notícia boa
Mudança de clima, sina, a gente rima...

"Roda"

  • Cantar o fado
  • Dançar o fandango
  • Mistura popular
  • Fadista façoila
  • Fandangueiro façudo
  • Juntos à sapatear
  • Ao som da guitarra e do acordeão
  • Fandanguea na fadistagem
  • Com meneios sensuais das castanholas
  • Representa na embarcação
  • Roda movimentada cheia de rufião
  • Naquela tarde no fadário
  • A fada atraía todos pro bailão
  • Famoso e fandangueiro
  • O tocador era um fanfarrão
  • Mas também um falcoeiro
  • Dentro...dono de si, uma felicitação
  • Ao lado dela todo faceiro
  • Flór-da-paixão
  • No furor fumeiro
  • O fuzuê da tardinha
  • Pareceu fugaz
  • Todos queriam mais dancinha
  • "Full time"
  • Eles atravessaram à linha
  • Sublime...a moça e o rapaz
  • Dispedem-se numa barquinha