De você ser o filme predileto
E eu não fazer mais parte dele
De pensar em seus defeitos
E ouvir suas críticas
De ficar presa ao passado
E me contentar com seus abraços
Cansei...
Da sua voz em meus ouvidos
Que não deixa eu te esquecer
Da lembrança de seu rosto
Que não sai da minha mente
Da sua boca...
Que tem um beijo ardente
De você ser o meu foco preferido
Mesmo quando não te vejo
Cansei...
De alimentar os momentos inesquecíveis
Quando fomos um só
De respeitar sua loucura
E poupar meu devaneio
De me conter com suas migalhas
Em busca de um beijo
De esperar teu carinho
Que só existe no teu peito...
Cansei!
"Violência"
Ocorre nesta sociedade hierárquica e trivial uma violência que difunde das fragmentações socias. Distinguindo matrizes da criminalidade como: Assassinos de aluguel, conflitos de interação, tráfico, entre outros... A negligência da sociedade encobre os principais protagonistas da violência, eles enfocam o varejo que são os dependentes do atacado. O atacado que é responsável pela corrupção e brutalidade na sociedade. Um exemplo de um jovem geralmente pobre e também negro se torna invisível na sociedade que esta acostumada a se tornar indiferente a situações que está no nosso cotidiano. Anulamos na negligência um indivíduo que é o retrato do preconceito, não só de raça mas também de classe. Muitas vezes sentimos dor ao ver nas ruas a crueldade, o frio e a fome. É evidente a convivência com essa realidade que se torna neutralização e naturalização de convívio porque é insuportável carregar para o restaurante a imagem de um garoto com frio e fome. Não porque somos alienados, mas nos alienamos para renergizar nossos sentimentos. É muito mais fácil conviver e anular o problema social do que fazer parte dele, mesmo que seja ajudando. Nossa presença é reconhecida através de amor, generosidade, sentido e valores.A exclusão da sociedade em adolescentes, reprime-rende uma frustração, já que esperam muito dos jovens, daí se tornam vulneráveis. E é nessa hora que a “ARMA” o permite, em preço terrível e fugaz( num passo falso), lá no fundo de sua impotência um grito de reconhecimento. A partir daí é muito difícil se reedificar, pois do lixo ninguém se reinventa. Só o leva fome de sentido, valores, reconhecimento e amor... Por exemplo um menino que rouba uma carteira, não vai comprar com este dinheiro um sapato qualquer, ele vai comprar seu fetiche, uma roupa de marca. É raro nos debruçar na janela e conviver com este acontecimento e manter um olhar crítico sobre tal paradoxo.Um jovem que não é atraído à escola, por não se achar acolhido, nem animado, talvez por não provocar seu imaginário. Num reforço Narcísico busca num grupo o complemento que lhe faltava, um grupo viável de valores... e muitas vezes este grupo pode fazer parte do tráfico. A coesão reproduz em escala ampliada à reação, destinada a rivalidade extrema. Então gera os conflitos entre grupos. Somos livres, humanos e determinados. Nossa questão sem deixar de ser econômica e social é muito mais, um fundamento cultural. Nós aprendemos a ser violentos, canalizamos nossa capacidade de matar, diante de mediações culturais, juntamente com a construção no grupo. A nossa cultura associa virilidade à violência, ditando certos heróis populares. Esse levantamento do reconhecimento é encontrado na maioria das vezes, por jovens, no tráfico. Seja de arma ou drogas já que ambos estão relacionados.
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